Canal aborda tramas espíritas


As histórias compartilhadas com uma grande quantidade de pessoas sempre são contadas através de um meio de comunicação, em livro, cinema, ou TV. Acreditamos que toda forma de contar experiências em uma história real ou de ficção seja válida. Essa é a proposta do Canal Mosaico, um canal do Youtube que conta histórias de até cinco minutos de diversos gêneros, incluindo o espírita, com uma qualidade técnica só vista no cinema. O canal lançou duas temporadas este ano. E você caro leitor, pode conferir duas histórias ricas em imagens e textos, visualizar além da leitura.

EPISÓDIOS ESPÍRITAS

Copo de Leite – Retrata a história de Sara e Cecília uma mãe que enfrenta um grave problema e conversa com o espírito de seu marido todas as noites.



Escuridão – Relata a história de uma família que faz de tudo para reaver as faltas graves cometidas pelos seus entes queridos.


Custa a página do canal no facebook para acompanhar os lançamentos.

Resgate no umbral: Como acontece?


O poder de agressão que um espírito possa ter é somente aquele que nós mesmos lhe damos ao entrarmos em sintonia vibratória com ele. Nenhum ser inferior tem ascendência sobre outro que lhe seja superior. Logo, quando falamos em casos de obsessão é porque todos os espíritos envolvidos comungam do mesmo estado vibratório e, geralmente, até dos mesmos interesses, não havendo superiores ou inferiores.

Quando uma equipe socorrista parte em auxílio a algum espírito, é porque este já se encontra em condições de ser ajudado e já permite algum tipo de ligação psíquica de ordem superior pois, do contrário, não haveria possibilidades dele ser socorrido.

A mesma impossibilidade de afinização vibratória impede que os espíritos inferiores sequer se dêem conta da presença de entidades superiores, que dirá um ataque às mesmas.

Também temos que nos lembrar que as descrições do umbral, apesar de retratarem um local físico específico, o umbral é um estado de espírito, como o céu e o inferno, no linguajar de outras religiões, também o são.


Muitas vezes os espíritos que "estão no umbral', são justamente aqueles que estão tão profundamente mergulhados em suas próprias fantasias que não têm a menor percepção do que ocorre à sua volta.

Outros, em melhor estado, ainda podem interagir entre si e acabam por se agrupar, como é natural a todo ser humano, formando bandos que perambulam próximos (vibratoriamente falando) do plano físico, já que não têm condições de perceberem ambientes mais evoluídos.

É ao conjunto desses espíritos com suas idéias e formações mentais que damos o nome de umbral, e não a um local particular.

Autoria:
Márcia R. Farbelow e Hugo Puertas de Araújo

Juiz propõe carta psicografada como prova

Foto: Campo Grande news
Espírita há 30 anos, o juiz de Minas Gerais, Augusto Fonseca, defende a utilização de carta psicografa em processos que tramitam na Justiça. O ato que já gerou polêmica e foi utilizado em alguns casos, foi tema de palestra na OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul).

Mesmos sabendo da dificuldade em discutir o tema e em convencer os demais magistrados a aceitaram a prova, Fonseca afirma que não vai desistir e garante legitimidade das cartas psicografadas.

Com base nas leis brasileiras ele defende que a prova não deve ser descartada, mas é um dos poucos. "Raríssimos são os casos que são admitidas a prova psicografada no processo, cabe a parte e ao advogado pedir para utilizar a prova e apresenta-lá", relatou.

Ele pontua que os mesmos cuidados que precisam ser tomados com qualquer outra testemunha ou prova, é importante verificar a credibilidade do médium. "Naturalmente, vai ter que ver a proveniência, a credibilidade do médium, se ele não colocou nada dele na prova. Ele pode ter criado algo e colocado, aí não é mensagem do espirito ou do ente comunicante. Da mesma forma que tem testemunha falsa que vai contar mentira, um perito que faz um laudo falso"".

Como juiz e espírita ele diz que há maneiras de saber a veracidade da prova e ressalta que assim como as outras, a carta psicografada é mais um fato anexado ao processo e não uma decisão final sobre o caso.

Entre as análises que devem ser feitas para que a carta psicografada seja aceita, Fonseca destaca que o médium precisa ter uma psicografia definida, publicações e credibilidade perante a sociedade. "Assim como é com as testemunhas", reforça.

3 tipos de sonhos e a visão espírita


É no momento do sono que nosso espírito se desprende do corpo físico, permanecendo ligado por um cordão fluídico, e assume suas capacidades espirituais.

Como está descrito no Evangelho Segundo o Espiritismo, "o sono foi dado ao homem para a reposição das forças orgânicas e morais. Enquanto o corpo recupera as energias que perdeu pela atividade no dia anterior, o espírito vai se fortalecer entre outros espíritos".

Mas fique atento: Nem tudo é uma "viagem" espiritual. Há 3 tipos de sonhos: fisiológicos, psicológicos e espirituais.

1 - Sonho Espiritual: é a lembrança de uma atividade desenvolvida pelo Espírito no mundo espiritual durante o sono. Kardec denomina essa situação como “emancipação da alma”.
Como podemos distinguir o sonho? Os sonhos de caráter fisiológico ou psicológico são fugidos, mal delineados. Os sonhos espirituais são mais nítidos, mais claros. Guardamos melhor. E um detalhe: geralmente são coloridos, o que não costuma ocorrer com as demais formas, que se apresentam em preto e branco.


2 - Sonho Fisiológico: é aquele que dramatiza algo que acontece com nosso corpo. Se está frio e nos descobrimos, sono pesado, sem despertar poderemos nos ver num campo de neve, tiritando. Pessoas com incontinência urinária sonham que estão satisfazendo essa necessidade fisiológica, enquanto molham a cama.

3 - Sonhos Psicológico: é aquele que exprime nossos estados íntimos. Nos velhos tempos, em que não havia os recursos da informática, eu (Richard Simonetti) passava dias e dias procurando diferenças nas fichas gráficas de contas correntes, no Banco do Brasil, onde trabalhava. Á noite, sempre me via, durante o sono, na agência, repetindo intermináveis verificações. Era a dramatização de meu envolvimento com aquele problema.

E os sonhos repetitivos?
Sonhos repetitivos chamam-se “recorrentes”. Geralmente envolvem uma experiência dramática, em passado próximo, na vida atual ou remoto, em vidas anteriores. Esses registros, sepultados no inconscientes, podem aflorar na forma de sonhos, principalmente quando passamos por alguma tensão ou preocupação exacerbada.


Às vezes, nada lembramos dessa vivência espiritual, porque, durante ela, o cérebro físico não foi utilizado e depois, no retorno ao corpo, a matéria deste, pesada e grosseira, também não permitiu o registro das impressões trazidas pelo espírito.
Outras vezes lembramos apenas a impressão do que nosso espírito experimentou à saída ou no retorno ao corpo. Se essas lembranças se misturarem aos problemas fisiopsíquicos, tornam-se confusas, incoerentes.

Quando necessário, os bons espíritos atuam de modo especial sobre nós para que, ao acordar, lembremos algo de maior importância tratado ao mundo espiritual. Mesmo que não lembremos tudo perfeitamente, do que nos sugere idéias, ações.

Os espíritos maus também podem fazer o mesmo se, pelo nosso modo de viver, tivermos concedido a eles essa ascendência sobre nós.

Fonte: Compilação Rudymara
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Crianças médiuns e o desafio da educação


Seu filho tem um amigo "imaginário" ou costuma falar sozinho? Geralmente quando pensamos em mediunidade e em obsessão pensamos sempre no acometimento do indivíduo adulto. Mas e a criança pode ser médium? Pode também ser obsidiada?

A criança que nos chega aos braços como pais ou educadores é um espírito imortal. A inocência e a fragilidade que lhe caracterizam são peculiares ao seu estado infantil nesta encarnação. São importantes sim a inocência e a fragilidade, para despertar nos pais o cuidado, o afeto e a ternura para com a criança, que em verdade é um espírito com experiências milenares.

Todo espírito somente reencarna com o objetivo de se melhorar e progredir. Os pais e os educadores portanto, são instrumentos que Deus se utiliza para o auxiliarem nessa nova experiência na aquisição de valores novos e superiores da vida.


No Livro dos Médiuns Allan Kardec trás de forma detalhada o que vem a ser a mediunidade, como ela se manifesta, as suas características, os cuidados necessários, as responsabilidades e conseqüências de seu uso. E nos fala também da mediunidade da criança. Sim, a criança pode ser médium.

Temos vários exemplos, como o das irmãs Fox, que em Hydesville, nos Estados Unidos em 1848, eram médiuns de efeitos físicos. Kate e Margareth, de 11 e 14 anos respectivamente. Se comunicaram através da tiptografia ou uso de pancadas onde o espírito Charles Rosna disse detalhes de sua vida e de sua morte que ocorrera naquela casa onde se achavam.

Francisco Cândido Xavier desde seus 5 anos de idade via e se comunicava com sua mãe já desencarnada. A mãezinha lhe aparecia principalmente quando sofria maus tratos por parte da madrasta.

Yvone do Amaral Pereira, que publicou diversos livros espíritas, portadora de uma mediunidade muito aflorada, desde os 4 anos conversava com os espíritos.

Divaldo Pereira Franco, médium e orador espírita, também desde os 4 anos via os espíritos. Aos 5 tinha um amigo índiozinho chamado Jaguarassu. Brincavam juntos, conversavam... A medida que Divaldo crescia, Jaguarassu crescia também. Quando Divaldo fez 12 anos, Jaguarassu disse a Divaldo que teria de se afastar, pois estava se preparando para reencarnar. Divaldo teve um susto, pois pensou que Jaguarassu era uma pessoa encarnada. Após um tempo Divaldo teve oportunidade de conhecer Jaguarassu em sua nova reencarnação, que durou 38 anos. Após seu desencarne tornou a aparecer a Divaldo, porém agora com a aparência da última existência.

A mediunidade é uma faculdade espiritual e também orgânica. Espiritual pois é uma faculdade do espírito, mas orgânica pois que quando exercida por encarnados necessita de órgãos especiais no corpo físico para captar as informações que são decodificadas.

André Luiz no livro Missionários da Luz tem um capítulo entitulado A epífise, onde ele aborda a importância da glândula pineal como o órgão sede da mediunidade no corpo biológico. A glândula pineal é uma estrutura do cérebro e tem a sua função despertada na puberdade.

Sérgio Felipe de Oliveira, psiquiatra, realizou uma pesquisa utilizando-se de equipamentos de microscopia eletrônica e de ressonância magnética, onde concluiu que nos médiuns ostensivos, ou seja, aqueles com mediunidade mais aflorada, na glândula pineal destes há um número maior de cristais de apatita. Estes cristais de apatita não são calcificações. São estruturas funcionais que agiriam como antenas capazes de captar estímulos eletromagnéticos e decodificá-los em estímulos neuroquímicos, que são os que o cérebro seria capaz de compreender.

Kardec no Livro dos Médiuns estudou no cap. XVIII sobre a mediunidade em crianças, se haveria algum inconveniente em se desenvolver a mediunidade em tenra idade. Os benfeitores disseram que sim. Que não se deve estimular a mediunidade numa fase em que os órgãos ainda estão em formação. Seria precipitado e poderia causar estímulos que a criança poderia não assimilar de forma saudável.

A obsessão

A criança sendo médium, porque todos o somos, também está sujeita a influência espiritual. Quando a influência é negativa, perniciosa, persistente é chamada de obsessão. A obsessão pode ser definida como uma patologia de ordem espiritual.

Kardec estudou também no Livro dos Médiuns a escala da obsessão conforme o grau de domínio do espírito obsessor sobre o hospedeiro. Designou com os seguintes termos: Obsessão simples, fascinação e subjugação.

O nome subjugação foi uma escolha de Kardec em substituição a terminologia encontrada no Antigo Testamento e no Novo Testamento com o nome de possessão. O Codificador adotou este termo pois nenhum espírito entra no corpo do hospedeiro, o que ocorre é uma ligação de mente a mente face a sintonia existente entre ambos.


Um ponto interessante é que no CID 10 – Código Internacional de Doenças 10ª edição existe o F 44.3 Estado de transe e possessão. Ou seja, este estado de subjugação é avaliado e reconhecido pela medicina, porém geralmente é visto como um transtorno de causa orgânica ou psicogênica ou quem sabe espiritual.

O fato é que aquele que agora é o obsessor foi alguém que geralmente conviveu de forma muito próxima com a atual vítima e que foi ludibriado e que não tendo perdoado busca fazer justiça com as próprias mãos.

É claro que o desforço não é necessário. A divindade dispõe sempre de meios onde possa equilibrar os desvios da Lei Divina sem que ocorra a necessidade de que alguém se comprometer com o mal.

Assim, a criança que agora utiliza-se de um corpo novo, pode ser na verdade um espírito cujo passado foi muito comprometido no mal. A família que de alguma forma lhe padece as dificuldades decorrentes da obsessão pode muitas vezes ter sido partícipe do seu comprometimento ou mesmo estimuladora das imperfeições que agora abrem campo ao processo obsessivo.

Manoel Philomeno de Miranda, espírito, através da mediunidade de Divaldo Franco em seu livro Trilhas da libertação diz que: Não desconhecemos que a obsessão na infância tem um caráter expiatório, como efeito de ações danosas de curso mais grave. (...) A visão do Espiritismo em relação à criança obsidiada é holística, pois que não a dissocia, na sua forma atual, do adulto de ontem quando contraiu o débito.

O processo obsessivo logicamente trás algumas alterações comportamentais perceptíveis na criança. Podemos desta forma encontrar sintomas associados a obsessão na infância como: Irritabilidade, agitação, depressão, pesadelos, falta de concentração, dificuldades nas relações sociais, agressividade, comportamentos excêntricos, acidentes, personalidade instável, dificuldades de aprendizagem e medo injustificado.

Como tratamento proposto pela Doutrina Espírita, encontramos o tratamento fluidoterápico como o passe magnético e a água fluidificada em abundância, o culto do evangelho no lar, a participação da criança nas aulas de evangelização infantil, a prece intercessória em favor do pequeno paciente e a reunião de desobsessão sem a participação da criança na mesma.

Sabemos que a incidência da obsessão na infância mostra-se como uma prova ou expiação de difícil curso. Mas demonstra principalmente a necessidade de maiores cuidados por parte dos pais quanto à moral e índole do pequenino e também da própria família. A mensagem da Doutrina Espírita é a do Cristo, é a da renovação, da esperança, tendo-se em mente que realizado o tratamento, a criança poderá levar uma vida completamente normal e feliz com um futuro promissor rumo a Deus. Aos pais que passam por situação semelhante em relação aos filhinhos, recordamo-nos de Jesus quando curou a filhinha subjugada da mulher Cananéia –Oh! Mulher! Grande é a tua fé. Seja isso feito para contigo, como tu desejas. E desde aquela hora, sua filha foi curada. (Mateus 15: 28)

Texto de Rodrigo Ferretti
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Os animais têm vida espiritual?


Esta é uma questão interessante e será de interesse para muitos. Em primeiro lugar, devemos considerar que todos os animais contêm uma consciência. Algumas espécies contêm uma consciência mais desenvolvida do que outras. Entretanto, todos os padrões de comportamento resultam do DNA e da consciência. O homem tem frequentemente considerado os reinos: elemental, das plantas, mineral e animal como inferior a si mesmo. Entretanto, todos fazem parte da criação e todos contêm consciência.

Todas as formas de vida aos olhos de Deus são preciosas.

A resposta à pergunta é sim, e eles reencarnam. O exemplo mais conhecido que eu posso lhes dar é o do cão, muitas vezes conhecido como o seu fiel companheiro. A alma de um cão evolui a cada tempo de vida de experiência. Enquanto o cão evolui a cada existência, ele normalmente forma uma ligação estreita com um ser humano, frequentemente mais do que uma. Como o cão não pode falar a sua linguagem, ele se comunicará através da energia e das expressões faciais.


Por favor, lembrem-se de que eu uso o cão como um exemplo. Vocês frequentemente sentem a energia dos cães. Aquele que for evoluído proporcionará uma energia pacífica quando vocês passarem a sua mão através de sua pele. Pessoas mais velhas frequentemente recebem uma grande cura a um nível energético de um animal. Elas se sentem calmas, tranqüilas na presença de um animal evoluído. Aqueles que estiverem doentes, muitas vezes se curarão mais rapidamente com a presença intermitente de um cão.

O cão tem uma natureza muito fiel àqueles a quem ele considera como a sua família. Muitas vezes, o cão tirará energeticamente a energia negativa de seu campo de energia. Naturalmente, se houver muita energia negativa o cão pode e ficará doente, e algumas vezes até morrerá devido à grande quantidade de energia negativa que foi “tirada” de vocês. Muitos animais trabalham a um nível energético, particularmente o cão e o gato domésticos.

Aqueles animais que permanecem em seu estado nativo, os que vocês denominariam animais selvagens, evoluem, entretanto, em um ritmo mais lento. Sua consciência não é tão desenvolvida, assim o seu foco está na sobrevivência e no cuidado dos seus filhotes.

Agora o tema da encarnação. Deixem-me continuar com o exemplo do cão.

Quanto mais evoluída for a consciência do animal, mais eles serão capazes de comunicar os seus sentimentos.

Com isto, eu quero dizer, naturalmente, dos sentimentos do corpo emocional. Sentimentos de amor, de tristeza, de felicidade, de questionamento: “Por que, por que você está indo embora?”, por exemplo. Também, sentimentos de grande tristeza. Tudo isto o cão é capaz de comunicar a vocês através dos seus olhos físicos e de seu próprio campo de energia intuitiva. Assim quando há uma relação estreita entre um cão e um ser humano, um laço é formado. Isto é semelhante ao que vocês experienciariam com outro humano. Vocês se referem a estes como “almas gêmeas”. Assim vocês podem ter um cão, gato, ou um cavalo como um companheiro de alma também. Lembrem-se, por favor, de que isto somente ocorre em uma relação estreita com um animal de consciência evoluída.

Além disto, assim como os seres humanos decidem antes da encarnação desempenhar uma parte na vida dos outros na próxima encarnação, assim podem os animais com um ser humano. O animal pode não ter a mesma aparência que na vida anterior. A pele pode ser de uma cor diferente, por exemplo. Pode ser um cão de raça diferente. Entretanto, eles se encontram e o laço entre o cão e o ser humano é fortalecido. Ambos estão cientes de um forte sentimento de se “conhecerem”. Isto é ao nível da alma, que é conscientemente sentido como um “conhecimento”. Ambos escolheram isto.

Este é um nível superior de consciência para o cão. O cão encarna através da escolha. Neste nível, a jornada da vida é também conhecida antes da encarnação. Situações e circunstâncias da vida colocarão o cão e o ser humano juntos, no momento correto em ambas as vidas. O crescimento e o propósito da alma fluirão, como é pretendido.

Qualquer Carma devido é também experienciado e esperamos, curado. Assim, vocês percebem que há experiências semelhantes de crescimento de alma, tanto para o humano, quanto para o cão.

O cão se lembra, em todos os planos, assim como os seres humanos se lembram, quando eles fazem a transição. Assim como vocês carregam uma marca da alma, inclusive certos traços de caráter, assim carrega um cão. Um gato é também capaz disto. Eu lhes digo isto enquanto eu observo esta, Lynette, realizando uma leitura. Eu vejo os animais domésticos vindo para reconhecer a pessoa junto com os seus entes queridos que fizeram a transição. Quando eles morrem, todos eles residem no mesmo plano que vocês vêem.

Talvez, este seja um lembrete oportuno de lembrar à humanidade de respeitar todas as formas de vida. Todos desempenham uma parte na evolução da consciência do homem e do planeta. Enquanto vocês se preparam para entrar em um ano de União, de avançar em relação ao outro, eu lhes peço que se lembrem dos muitos reinos que também compartilham o planeta – o reino elemental, o reino vegetal, o mineral e o animal. Eu lhes peço que desenvolvam uma nova consciência para estes. Não se trata só de vocês – do ser humano. Não é não. Agora vocês devem começar a despertar a sua consciência de compartilhar – com todos. Pois isto é parte da grande criação de Deus.

Kuthumi


Finados na visão espírita



O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas. Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo. Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o "VISITAM" diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar. Católicos, budistas, protestantes, muçulmanos, espíritas - somos todos espiritualistas, acreditamos na existência e sobrevivência do Espírito. Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério. Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito. Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos que ele partiu, haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus. Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles.


COMO PODEMOS AJUDAR OS QUE PARTIRAM ANTES DE NÓS? Envolvendo o ser querido em vibrações de carinho, evocando as lembranças felizes, nunca as infelizes; enviando clichês mentais otimistas; fazendo o bem em memória dele, porque nos vinculamos com os Espíritos através do pensamento. Além disso, orando por ele, realizando caridade em sua homenagem, tudo isso lhe chegará como sendo a nossa contribuição para a sua felicidade; a prece dá-lhe paz, diminui-lhe a dor e anima-o para o reencontro futuro que nos aguarda.

PODEMOS CHORAR? Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma.

ENTÃO OS ESPÍRITAS NÃO VISITAM O CEMITÉRIO? Nós espíritas não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias. Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto as homenagens (dos não espíritas), prestadas aos "MORTOS" neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorável, DESDE QUE SINCERAS E NÃO APENAS CONVENCIONAIS.

Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito (em O Livro dos Espíritos), mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem; há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais; Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM. E se eles vivem, nós também viveremos. E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana. Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual.

Fonte: Compilação de Rudymara